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Jana Braga

Por Jana Braga

Collor entra na campanha com rejeição e sem realizações para mostrar

As primeiras pesquisas eleitorais se apresentaram realistas por não ter havido disparidade dos resultados, considerando que uma foi realizada por um instituto local e outra por um instituto nacional e balanceadas também na contratação e divulgação dessas.

Um dos pontos comuns mostrou que Fernando Collor tem uma rejeição considerada alta. Praticamente metade dos entrevistados se negam a votar no candidato. Talvez, por isso já circule um vídeo de uma recepção hostil em um estabelecimento comercial de Maceió. Por outro lado, as divulgações nas redes sociais do candidato mostram, até então, que tem dificuldade de mostrar fatos novos da sua mais recente atuação política.

Na metade do segundo mandato de senador por Alagoas, rever fatos de décadas atrás não está em consonância com a expectativa do eleitor. Não pela falta de importância desses, mas pela falta de atualidade no contexto político.

Renovar o discurso e prestar contas dos últimos 12 anos em Brasília é o que se espera diante da intenção de governar novamente o estado. Além, de debater ideias e apresentar propostas que caibam no momento Alagoas.

É evidente que a maioria do eleitorado alagoano já tem opinião formada sobre Collor, seja positiva ou negativa, pelo fato de estar há muito tempo na política. Mesmo que esse eleitor não tenha acompanhado toda a carreira do candidato, a exposição do nome o faz ter um pensamento imediato a respeito, seja qual for. A transformação disso não parece algo simples de ser feito.

Nesse aspecto, a campanha terá que encontrar meios para não ficar enxugando gelo. Por mais que haja esforços, o cordão umbilical do candidato Fernando Collor com o passado é inevitável.

Mas o elo com os anos 80 e 90 é visto como fundamental para o QG collorido.

Os números mostraram que as memórias do eleitorado não são tão festivas quanto à satisfação e necessidade de reproduzi-las.

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